Embora sejam diversos os fatores que contribuem para a criminalidade, apontamos a desestrutura familiar como a mais evidente. A ausência dos pais, violência doméstica, necessidade de contribuição na renda familiar, uso de drogas lícitas e ilícitas. Ainda beirando à marginalidade são seduzidos pelo falso heroísmo, consumismo e pela sobrevivência.
As instituições que tem como objetivo a ressocialização e reinserção à sociedade não oferecem condições para tal. A ociosidade abre brechas à organização do crime mesmo dentro do sistema. A falta de condições ao atendimento e suporte ao interno e seus familiares propiciam o retorno a marginalidade. O distanciamento entre o Judiciário e os poderes Legislativo e Executivo demonstra a precariedade na proposta de recuperação e reintegração.
Se faz necessário rever as políticas públicas e como estas tem contribuído para transformação da sociedade. Cabe ressaltar a importância da emenda 65 no Artigo 221, que inclui o jovem nas ações do Governo, mas é importante rever e fiscalizar sua aplicabilidade. Rever a postura e comprometimento das autoridades. Promover ações sociais para que através da cultura crianças, adolescentes e jovens sejam sensibilizados para os estudos e profissionalização para que possamos contar mais histórias de sucesso com novas perspectivas de vida.
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